Ser Especial

PAULO THIAGO M. TURATTI (depoimento da mãe) PDF Imprimir E-mail
Histórias de Sucesso
Qua, 25 de Março de 2009 20:51

Meu filho Paulo chegou a este mundo no dia 11 de junho de 1987, trazendo imensa alegria a todos da família. O parto ocorreu em uma das mais renomadas maternidades de São Paulo e com o acompanhamento de uma conceituada médica indicada por um casal de amigos da família. Não obstante, pelo que foi posteriormente constatado por neurologistas, Paulo deve ter sofrido uma pequena falta de oxigenação no cérebro, durante o parto, o suficiente para causar-lhe problemas de coordenação motora.

Com quatro anos, ele ingressou na pré-escola num colégio de ensino tradicional, onde permaneceu até os sete anos, ocasião em que cursava a primeira série do ensino fundamental. Ao longo desses três anos, entretanto, essa escola se mostrou incapaz de propiciar ao Paulo possibilidade de desenvolvimento e um ambiente de integração.

Isto foi ficando cada vez mais evidente nas reuniões de pais e professores e nos contatos com a coordenadora da escola. Na realidade, a escola em questão não estava nem um pouco preparada para enfrentar as diferenças existentes entre os alunos, assim é que diante da dificuldade que o Paulo enfrentava na primeira série, a coordenadora nos orientou a buscar outra opção pedagógica, tendo nos sugerido o nome de uma outra escola que, supostamente, estava dotada de condições para oferecer ao Paulo uma atenção especial.

Apesar dos imprevistos em sua vida escolar, é importante notar que Paulo nunca desistiu de lutar e superar as suas limitações e adversidades, sempre mostrando muita força de vontade em progredir.

A segunda e nova escola do Paulo, cujo nome também prefiro omitir, parecia estruturada para administrar as diferenças intelectuais dos alunos. As salas comportavam apenas seis ou sete alunos cada e a sua diretora, psicóloga de formação e portadora de paralisia, parecia realmente interessada em desenvolver um projeto alternativo de ensino para as crianças portadoras de necessidades especiais.

O tempo, entretanto, veio a nos mostrar que estávamos equivocados. No início, os professores até que se esforçaram para propiciar um ambiente de inclusão e aprendizado ao Paulo, mas aos poucos, e com a rotatividade de professores, essa escola também foi se mostrando incapaz de lidar com a diversidade intelectual entre os alunos e de explorar as diferentes potencialidades existentes em cada um.

Aos poucos, também, apesar de seu temperamento amigável, o Paulo foi se afastando dos demais alunos com reflexo em sua auto-estima. Foi nesse contexto que, após cinco anos na escola e quando estava no final da quinta-série com 12 anos de idade, a diretora do colégio me procurou para me informar que deveríamos buscar uma outra proposta pedagógica, já que a sua instituição não tinha condições de propiciar ensino adequado ao Paulo para os próximos anos.

Este fato causou um grande baque em minha família. Ficamos completamente desnorteados, pois desta vez não recebemos sequer sugestão em relação a uma possível escola alternativa.

Lembro-me que liguei, aos prantos, para o meu marido, que estava a trabalho no interior do Estado de São Paulo. Apesar do choque, ele tentou me consolar e disse que haveria de haver uma escola adequada para o Paulo e que iria encontrá-la.

A nossa maior preocupação era encontrar uma escola em que nosso filho não fosse tratado de forma padronizada. Uma instituição que entendesse a desigualdade existente entre os alunos e que buscasse explorar a capacidade de crescimento existente em cada um. Um lugar, em fim, em que ele pudesse aprender, evoluir, crescer, se integrar e ter amigos.

Foi então que ele teve a idéia de tentar fazer uma busca pela internet e, pouco depois de lhe ter dado a notícia, me ligou cheio de esperança dizendo que tinha encontrado uma escola e que já tinha feito um primeiro contato por telefone e que ele não tinha a menor dúvida que esta escola, o Colégio Paulicéia, seria a escola ideal para o Paulo.

Meu marido estava certo. O Colégio Paulicéia tem sido para o nosso filho um lugar ideal para o seu avanço cognitivo e emocional. Sob o comando de sua competente Diretora Carmem Lídia, o Colégio Paulicéia e o PTI oferecem as condições ideais para o contínuo desenvolvimento e inclusão social das crianças e adolescentes portadores de necessidades especiais, num ambiente de harmonia e integração.

Lá meu filho completou o primeiro e segundo graus alternativos, tendo ao final continuado seu desenvolvimento no PTI, graças ao qual, com o apoio do brilhante trabalho de monitoria da Emilia, foi possível a sua inclusão no mercado de trabalho.

Paulo abraçou a oportunidade com muita garra e está muito feliz com a sua primeira experiência profissional. A cada ano que passa ele se mostra mais autoconfiante e pronto para os desafios que a vida nos coloca.

Por tudo isso, registro aqui um sincero agradecimento ao Paulicéia e toda a sua equipe.

Maria de Fátima Marcon Turatti

 

 

Paulo estudou no Colégio Paulicéia, de 2001 a 2006, ano em que concluiu o 2o. Grau alternativo. Atualmente, com 21 anos, Paulo trabalha e continua participando do PTI. Ele também gosta de esportes, aprecia a família, têm muitos amigos, ama os animais, enfim, é feliz.

 

 

 

 

 

 
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